Base de conhecimento IEC (IEC's Knowledge base)
0 votos positivos 0 votos negativos
4.1k visitas
em Generalidades por | 4.1k visitas

3 Respostas

0 votos positivos 0 votos negativos
Melhor resposta

Diretrizes gerais a serem adotadas em textos do ViriCan:

  1. Decidir se serão usadas siglas em português ou inglês (preferível) e usar consistentemente em todo o texto
     
  2. Na lista de abreviaturas e primeira apresentação no texto, abreviaturas que remetem a expressões em língua estrangeira devem ser apresentadas traduzidas e também por extenso na língua original. Segue o formato geral a ser adotado: <por extenso em português> (<por extenso língua estrangeira, itálico> - <Sigla extrangeira>). Exemplo: Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats - CRISPR)
     
  3. Basear-se nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH - https://decs.bvsalud.org/) para apresentar a descrição do significado da abreviação.
por
editado por
Como preparar uma lista de abreviaturas?
0 votos positivos 0 votos negativos

Segue um texto com orientações sucintas e esclarecedoras:

Acrônimos, siglas e abreviações em artigos científicos

8 de outubro de 2019 yanna.lima Escrita acadêmica

Usar siglas, abreviaturas e acrônimos pode facilitar a leitura do texto, uma vez que você não precisará repetir uma frase extensa ou expressão complexa todas as vezes que precisar se referir a ela.

Quando trata-se do uso de siglas já comumente usadas (DNA, RNA, ONU) é aconselhável que você as use no texto. No entanto, quando se trata de abreviaturas pouco conhecidas ou criadas, os editores aconselham que o uso seja evitado.

Isso porque o leitor pode ter que ficar voltando no texto o tempo todo para lembrar o significado do acrônimo usado. Nesse caso, o efeito é contrário e a leitura fica muito mais difícil.

O conselho é evitar, mas se você resolver usar siglas e acrônimos lembre-se:

5 dicas para usar siglas e abreviações em artigos científicos

1. Não use siglas no Título do trabalho e evite fortemente usar no Resumo;

2. Se a sigla/acrônimo aparecer menos de três vezes no texto não é necessário usá-la, a não ser que o termo seja mais conhecido pela sigla que pelo significado;

3. Usar siglas não evita redundância no texto;

4. A primeira vez que a sigla aparecer no texto deve ser escrita por extenso, seguida da sigla entre parênteses, e não o contrário;

5. É comum que as pessoas não comecem a ler seu artigo a partir da Introdução, portanto, alguns editores recomendam que as siglas sejam apresentadas por extenso em cada nova seção do artigo. Isso inclui também cada figura e tabela.

Títulos Acadêmicos

É comum ver em artigos científicos internacionais ou mesmo nacionais as siglas referentes à maior titulação de cada autor logo após o nome de cada um.

Você sabe o significado dessas siglas? Segue abaixo as que são mais usadas:

BS (Bachelor of Science): Equivalente a bacharel ou graduado. Profissional com curso superior.

MD (Medical Doctor): Lembra do House, MD? A sigla é equivalente à graduação em Medicina.

MS ou MSc (Master of Science): Equivalente a mestre. Profissional com mestrado completo.

PhD (Philosophy Doctor): Equivalente a doutor. Profissional com doutorado completo.

Unidades de tempo

Unidades de tempo geralmente são abreviadas em tabelas, figuras ou outros tipos de construções. A regra é a mesma já citada anteriormente: é melhor evitar, mas se for usar é fortemente recomendado seguir um padrão.

No caso de artigos escritos em inglês, usa-se o seguinte padrão para unidades de tempo:

Minuto (minute): min

Hora (hour): h

Dia (day): d

Semana (week): wk

Mês (month): mon

Ano (year): y

“Isto é” e “Por exemplo”

Os termos Latinos “isto é” e “por exemplo” são muitas vezes abreviados no texto em artigos em inglês, principalmente em explicações dadas entre parênteses.

Isto é (that is): ie

Por exemplo (for example): eg

Siglas que não precisam ser escritas por extenso na primeira vez que aparecem no texto

DNA, RNA

A, T, G, C, U (adenina, timina, guanina, citosina, uracila)

Esse artigo foi útil pra você? Compartilhe com mais pessoas que possam se interessar também.

Você pode ler mais sobre siglas e abreviações no guideline da Elsevier AQUI!

Escrito por Yanna Lima.

Criadora da plataforma de ensino online Lacadêmica. Escrevo sobre o processo de escrita e publicação de artigos científicos, imunologia, ciência e vida acadêmica.

por
0 votos positivos 0 votos negativos

Retirado de UNESP ProPeTips: Propetip 36 - Acrônimos na Publicação Científica

ACRÔNIMOS NA PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA

Sigmar de Mello Rode

Com o constante aumento do número de publicações e com o custo cada vez mais elevado para publicar, usar siglas, abreviaturas e acrônimos pode ser uma alternativa para diminuir o tamanho do texto e, ao mesmo tempo, tentar facilitar a leitura, uma vez que não ocorre a repetição de um termo todas as vezes que precisar se referir a ele.

Acrônimo (do grego: ákron - ponta, extremidade, + ónyma - nome) é um tipo de abreviação formada pela letra inicial, ou por mais de uma letra, de uma palavra, que associada a outras irão compor um nome ou um título que será soletrado como uma única palavra com o propósito de simplificar a comunicação. Normalmente são descritos em letras maiúsculas. Um exemplo é o termo LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), ou a própria UNESP. O problema mais comum é que as abreviaturas podem ser indefinidas ou ambíguas e, portanto, gerar confusão.

Embora tenha a intenção de simplificar, o uso generalizado e intenso de acrônimos pode dificultar, e muito, a leitura quando o leitor pode ter que ficar voltando no artigo o tempo todo para lembrar o que representa o acrônimo usado para permitir a compreensão do texto ou utilizar uma tabela para descobrir o significado. Nesse caso, o efeito é contrário, e a leitura fica muito mais difícil e pode levar a uma frustação do leitor em relação ao trabalho. Em algumas vezes pode levar a um entendimento confuso ou diferente do significado do artigo.

Muitos pesquisadores já alertaram sobre o uso excessivo de acrônimos que podem causar ambiguidades, mal-entendidos e ineficiências  (Patel & Rashid, 2009, Narod et al., 2016, Weale et al., 2018, Lang, 2019, Barnet & Doubleday, 2020).

É muito difícil estabelecer uma regra geral sobre quais acrônimos utilizar, é preciso ter bom senso. Quando trata-se do uso de acrônimos sobejamente conhecidos e utilizados (DNA, RNA, ONU) é aconselhável que sejam utilizados no texto. No entanto, quando se trata de abreviaturas pouco conhecidas ou aquelas criadas pelo próprio autor, devem ser evitadas.

Barnet & Doubleday (2020) examinando mais de 24 milhões de artigos, publicados entre 1950 e 2019, identificaram que em mais de um milhão de siglas utilizadas, pouco mais de 2000 (0,2%) foram usadas regularmente, e a grande maioria (79%) apareceu menos de 10 vezes. Também identificaram que o mesmo acrônimo pode ter diferentes significados, dependendo de quem escreveu ou da área de conhecimento do texto. Por exemplo, Lang (2019) encontrou para o acrônimo UA em artigos médicos, 18 possíveis significados (ulnar artery, ultrasonic arteriography, umbilical artery, upper airway, etc.)

Não se deve utilizar acrônimos no título do trabalho e recomenda-se também evitar ao máximo em resumos. No corpo do trabalho se o acrônimo aparecer poucas vezes no texto não é necessário usá-lo, a não ser que o termo seja mais conhecido pela sigla do que pelo significado (UNICEF, FAPESP).

De acordo com Narod e colab. (2016) são poucos os relatos positivos sobre o uso de acrônimos na fluência da leitura, mas há fortes evidências linguísticas que eles dificultam a compreensão do texto

Os periódicos podem reduzir o número de acrônimos, permitindo somente o uso de siglas bem reconhecidas ou estabelecer um número mínimo de repetições para justificar o uso, desde que essa informação esteja claramente descrita nas instruções aos autores. Uma outra forma de resolver o problema é, na leitura digital, utilizar hiperlink ou um software, que ao posicionar o ponteiro do mouse sobre o acrônimo, aparece o significado completo.

Resumindo, seguem algumas recomendações básicas:

1. Use abreviaturas apenas se seu significado for claro e se forem úteis;

2. Não use acrônimos no título do trabalho e evite fortemente usar no resumo;

3. Se a sigla/acrônimo aparecer menos de três vezes no texto não é necessário usá-la, a não ser que o termo seja mais conhecido pela sigla do que pelo significado;

4. Usar acrônimos não evita redundância no texto nem uma leitura mais rápida;

5. A primeira vez que o acrônimo aparecer no texto deve ser descrito por extenso, seguida da sigla entre parênteses, e não o contrário;

6. É comum que as pessoas não comecem a ler o artigo a partir da Introdução, portanto, alguns editores recomendam que as siglas sejam apresentadas por extenso em cada nova seção do artigo. Isso inclui também figuras e tabelas.

7. Os termos Latinos “isto é” (that is - ie) e “por exemplo” (for example - eg) são muitas vezes abreviados no texto em artigos em inglês, principalmente em explicações dadas entre parênteses. 

Referências 

Patel CBRashid RM (2009) Averting the proliferation of acronymophilia in dermatology: effectively avoiding ADCOMSUBORDCOMPHIBSPAC
Journal of the American Academy of Dermatology 60:340–344.
https://doi.org/10.1016/j.jaad.2008.10.035 

Narod S., Ahmed HAkbari M (2016) Do acronyms belong in the medical literature? Current Oncology 23:295–296.
 https://doi.org/10.3747/co.23.3122 

Weale JSoysa RYentis SM(2018) Use of acronyms in anaesthetic and associated investigations: appropriate or unnecessary? - the UOAIAAAIAOU study Anaesthesia 73:1531–1534.
 https://doi.org/10.1111/anae.14450 

Lang, T. (2019) The long and the short of abbreviations European Science Editing 45:11-14.
https://doi.org/10.20316/ESE.2019.45.18018

Barnett A, Doubleday, Z (2020) Meta-Research: The growth of acronyms in the scientific literature eLife 9:e60080.
https://doi.org/10.7554/eLife.60080

por
Mathe Forum Schule und Studenten