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<title>IEC - Perguntas e respostas recentes em Neoplasias e cânceres</title>
<link>http://iec.elgui.net/?qa=qa/neoplasias</link>
<description>Powered by Question2Answer</description>
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<title>Respondida: O que explica as diferenças no impacto socioeconômico dos cânceres nos países?</title>
<link>http://iec.elgui.net/?qa=137/explica-diferencas-impacto-socioeconomico-canceres-paises&amp;show=138#a138</link>
<description>&lt;p&gt;São fundamentalmente 4 os parâmetros para se entender essas diferenças:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Longevidade/Expectativa de vida média;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Indicadores epidemiológicos: incidência, prevalência e mortalidade de/por cânceres;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Exposições cancerígenas (carcinógenos e hábitos/estilo de vida de risco);&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Efetividade do sistema de saúde.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;Os países podem ser agrupados de acordo com seu nível de riqueza em:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Países ricos (high-income - HI);&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Países de riqueza em nível intermediário superior (upper-middle income - UMI),&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Países de riqueza em nível intermediário inferior (lower-middle income - LMI),&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Países pobres (lower income -LI).&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;Especificamente sobre os países HI e UMI: os países nesses extratos tendem a ser semelhantes quanto a (1) longevidade/expectativa de vida média e (2) efetividade do sistema de saúde, incluindo desde a prevenção até o tratamento de cânceres. Por outro lado, HI e UMI se distinguem de modo importante em relação aos indicadores epidemiológicos. Primeiro, a incidência de cânceres nos UMI tende a ser menor que em países HI (ricos). Isso porque países UMI ainda não alcançaram o mesmo nível de industrialização e de mudanças da sociedade que ocorreram nos países mais ricos; consequentemente, exposições nocivas e outros fatores de risco para cânceres tendem a ser menor nos UMI em relação aos HI, o que acarreta maior incidência de cânceres nos países mais ricos (HI). Como resultado, há proporcionalmente menos pessoas vivendo com cânceres (prevalência) e sofrendo morbidades associadas a essas doenças nos UMI comparativamente aos países mais ricos (HI). Logo, a mortalidade por cânceres nos UMI tende a ser menor – inclusive porque esses países têm boa efetividade de seu sistema de saúde.&amp;nbsp; Em outras palavras, em relação aos países mais ricos (HI), os países no extrato UMI têm menor incidência de cânceres e menor prevalência. As pessoas que adoecem conseguem ter tratamento efetivo, de modo que a mortalidade é composta fundamentalmente por doenças mais agressivas, pois o sistema de saúde costuma ser eficaz na detecção precoce e na aplicação de condutas efetivas. No final, menos pessoas vivendo com cânceres ou morrendo por causa dessas doenças ocasiona menor impacto para a sociedade, dada a complexidade de manejo dessas doenças e seu custo elevado para o sistema de saúde.&lt;/p&gt;</description>
<category>Epidemiologia</category>
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<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 16:29:42 +0000</pubDate>
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<title>Respondida: Estresse agudo vs estresse crônico na etiopatogenia dos cânceres.</title>
<link>http://iec.elgui.net/?qa=102/estresse-agudo-estresse-cronico-etiopatogenia-dos-canceres&amp;show=103#a103</link>
<description>A discriminação entre estresses agudos e crônicos é temporal, não diretamente relacionada a situação de animais na natureza ou em cativeiro. Por exemplo, a falta ocasional de alimento (quer seja pela escassez no habitat ou no recinto em que o animal está restrito) podem se configurar em estresse agudo, enquanto a fome persistente também em ambos os contextos configura estresse crônico. O risco para desenvolvimento de cânceres tipicamente está relacionado a exposições nocivas crônicas, inclusive estresses. São essas as situações que induzem alterações progressivas dos tecidos que até podem se estabelecer com formação de lesões adaptativas, como as hipperplasias, metaplasias e displasias leves, mas evoluem para lesões neoplásicas benignas e/ou malignas. Os estímulos nocivos ocasionais, ou &amp;quot;estresses pontuais&amp;quot;, pouco contribuem para o risco de cânceres. Eles causam ajustes teciduais momentaneos e tipicamente não devem proporcionar as várias modificações necessárias à transformação celular, como veremos no curso. Note que o conceito de estresse precisa ser bem abrangente para compreender todo o conjunto de estímulos potencialmente cancerígenos em jogo nesses senários. Por exemplo, a falta de atividade física pelo hábito de vida e restrição espacial é um estresse que se estabelece com sedentarismo do animal, promovendo aumento do risco de cânceres por vários mecanismos, notadamente alterações no perfil de oxidoredução e de sinais endócrinos do organismo. (via Google Class, em 08/Set/2021)</description>
<category>Etiologia</category>
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<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 19:50:17 +0000</pubDate>
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<title>Respondida: Uma neoplasia sempre mimetiza seu tecido de origem?</title>
<link>http://iec.elgui.net/?qa=92/uma-neoplasia-sempre-mimetiza-seu-tecido-de-origem&amp;show=93#a93</link>
<description>O fenótipo das células neoplásicas usualmente remetem à diferenciação da célula de origem. Assim, se uma célula precursora de células de diferenciação glandular dá origem a uma neoplasia, tipicamente teremos um adenoma ou adenocarcinoma (se benigna ou maligna, respectivamente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, muitas neoplasias podem se originar em células pluripotentes, de modo que podem assumir diferentes fenótipos. É importante notar que os tecidos são formados por células-tronco que dão origem a diversos tipos celulares. Há tecidos com grande diversidade de tipos celulares, o que se correlaciona com potencial de formação de diversos tipos de neoplasias. No pulmão, por exemplo, podemos citar pelo menos três grupos bem distintos de cânceres epiteliais: carcinomas escamosos (mais comuns), adenocarcinomas e carcinomas neuroendócrinos (mais incomuns). Todos remetem a fenótipos celulares que existem no parênquima pulmonar e árvore respiratória. Por outro lado, o repertório de fenótipos possíveis tipicamente está limitado aos programas de diferenciação compatíveis com o folheto embrionário preponderante dos tecidos que constituem um determinado órgão. É por isso que em tecidos ósseo, muscular, adiposo, etc., (formados a partir do mesoderma) esperamos encontrar neoplasias primárias mesenquimais, e não as epiteliais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda, no caso de câncers - mas não para neoplasias benignas - o fenótipo das células malignas pode não ter relação com um programa de diferenciação assumido pelas células ancestrais (as que sofreram transformação celular). Assim, alguns cânceres de fato mimetizam grosseiramente o fenótipo de algum tecido normal, o que decorre de distúrbios de expressão gênica associados às alterações moleculares adquiridas pelas células transformadas. É o caso do sarcoma sinovial: embora o nome suscite que tenha origem articular (sinovia), em verdade sua histogênese é incerta e o tumor inclusive apresenta aspectos variáveis de diferenciação epitelial.</description>
<category>Nomenclatura e morfologia</category>
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<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 19:15:24 +0000</pubDate>
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