A discriminação entre estresses agudos e crônicos é temporal, não diretamente relacionada a situação de animais na natureza ou em cativeiro. Por exemplo, a falta ocasional de alimento (quer seja pela escassez no habitat ou no recinto em que o animal está restrito) podem se configurar em estresse agudo, enquanto a fome persistente também em ambos os contextos configura estresse crônico. O risco para desenvolvimento de cânceres tipicamente está relacionado a exposições nocivas crônicas, inclusive estresses. São essas as situações que induzem alterações progressivas dos tecidos que até podem se estabelecer com formação de lesões adaptativas, como as hipperplasias, metaplasias e displasias leves, mas evoluem para lesões neoplásicas benignas e/ou malignas. Os estímulos nocivos ocasionais, ou "estresses pontuais", pouco contribuem para o risco de cânceres. Eles causam ajustes teciduais momentaneos e tipicamente não devem proporcionar as várias modificações necessárias à transformação celular, como veremos no curso. Note que o conceito de estresse precisa ser bem abrangente para compreender todo o conjunto de estímulos potencialmente cancerígenos em jogo nesses senários. Por exemplo, a falta de atividade física pelo hábito de vida e restrição espacial é um estresse que se estabelece com sedentarismo do animal, promovendo aumento do risco de cânceres por vários mecanismos, notadamente alterações no perfil de oxidoredução e de sinais endócrinos do organismo. (via Google Class, em 08/Set/2021)